“Pagano” estreou em junho no In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical com a presença do pianista, que foi um dos criadores do Departamento de Música da ECA
Um dos principais pianistas eruditos do Brasil com sólida carreira internacional, Caio Pagano vive há quatro décadas nos EUA, onde é professor catedrático da Universidade do Arizona, e veio ao Brasil para o lançamento de “Pagano”. O filme mostra a gravação do álbum “Últimos Pensamentos Musicais” e conta com os ecanos Carlos Nascimbeni (direção), Angela Volcov (produção executiva) e Marco Romiti (fotografia) na equipe.
Sobre o filme
“Pagano” | Carlos Nascimbeni | Brasil | 2024 | 72′
“Pagano” foi gravado entre 2021 e 2023 no Teatro Cultura Artística ainda em reforma após o incêndio de 2008, com o pianista relembrando a época de ouro da casa, grandes concertos e curiosidades das apresentações, e na Sala São Paulo, durante a gravação do álbum “Últimos Pensamentos Musicais”, com as últimas obras para piano de grandes compositores: Ravel, Bach, Mozart, Beethoven, Schubert, Chopin, Schumann, Liszt, Brahms, Debussy, Prokofiev e Guarnieri. Também foram feitas gravações no Theatro Municipal, no Conservatório de Tatuí e em locações em São Paulo.
O documentário recorda a adolescência do pianista em São Paulo, quando conviveu com nomes como Guiomar Novaes, Magdalena Tagliaferro, Gilberto Tinetti e Nelson Freire. “Eu quis recordar essas memórias porque há momentos muito interessantes e cenas que fazem parte da história de São Paulo”, afirma Caio, nascido em São Paulo em 1940, formado em Direito pela São Francisco e doutor em Música pela Universidade Católica de Washington. O pianista também comenta sobre as obras escolhidas para o álbum “Últimos Pensamentos Musicais”.
Sobre a equipe do filme
“Pagano” foi idealizado por Angela Volcov Rimoli. Aluna de Pagano durante o período em que ele lecionou na ECA (1971 a 1984), ela fez o Bacharelado em Piano (turma 1978) e a Licenciatura em Música (1982). Também é responsável pela produção executiva do documentário.
A direção é de Carlos Nascimbeni, que fez o curso de Cinema (1975) e deu aula para as últimas turmas de Rádio e TV em 2001 e 2002. Como aluno, Carlos foi presidente do Centro Acadêmico Lupe Cotrim (1978) e do Cine Clube Luz Vermelha (1977) e membro da revista Cine Olho.
A fotografia é de Marco Romiti, bacharel em Cinema (turma 1980), mestre em Ciências da Comunicação (1997) e professor do CTR entre 1996 e 2019. É doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade Paulista e autor do livro “Luzes e Sombras da Noite”.